sábado, 1 de março de 2008

O choque da primeira aula...













Após um dia de 4ª feira sem nada a revelar, a não ser o facto de não andar ninguém na rua à noite, decidimos que na 5ª tínhamos de uma vez por todas ir à escola e resolver os nossos problemas…
Assim que chegámos à faculdade, tentámos encontrar novamente gente do nosso curso, o que vais uma vez se revelou uma busca impossível. Soubemos então que apesar de o edifício ser da faculdade de silvicultura há lá aulas de cursos de Línguas e Direito, daí a maioria das pessoas com quem falámos até este momento n serem do nosso curso. Porém encontramos um moço e que em francês (maravilha prós meus ouvidos) nos disse onde supostamente estava a decorrer uma aula do nosso curso, entretanto uma senhora que segundo o alenta está toda comida dos bichos, ouviu-nos a falar e ofereceu-se para nos levar à sala. Bateu à porta disse à professora que estavam ali 3 alunos Erasmus e finalmente entramos na sala de aula. Sentámo-nos onde havia lugar, todos na última fila mas separados. A professora perguntou em inglês qd tínhamos chegado e seguiu com a aula… Se me perguntarem qual foi a sensação eu digo logo e sem gaguejar, horrível. Imaginem o que é estar numa sala, onde estavam 17 rapazes e 3 mulheres, contando com a prof. a ouvir matéria numa língua de que não se percebe nada. Apenas sabíamos que estavam a falar de Fitopatologia Florestal pois é esse o nome da cadeira e porque a professora ia mostrando umas imagens de árvores afectadas por fungos, no meio do que ela dizia ficavam retidos apenas os nomes científicos das plantas que para quem tem algum conhecimento de causa sabe que são os mesmos em todo o mundo.
Ao fim de uns 20m e quando já nos estávamos a passar dos carretos, o Ricardo meteu-se com uns moços da fila da frente a dizer que tínhamos era de ir beber umas cervejas, mas eles supostamente não deram adiantamento à conversa, eu que estava na outra ponta da fila e sentada no meio de dois rapazes estava com a sensação de sermos os bobos da corte pois toda a gente falava e de certeza que era de nós… A professora entretanto dirigiu-se ao Ricardo e disse que teríamos de fazer exames ao fim de cada prática que valeriam 2 valores e dp no fim teríamos um exame que valeria 8 valores, ele não teve meias medidas e já a adivinhar que esta seria um cadeirão retorquiu que já tínhamos feito uma cadeira semelhante em Portugal, e que o melhor era procurar o nosso amigo Rudy para ele nos dar uma solução melhor. Ela concordou e ele pediu se podíamos sair visto que não estávamos ali a fazer nada… Lá saímos da sala, chocadíssimos com o que nos espera nos próximos 5 meses. Desta feita e não havendo ninguém para nos orientar a solução foi deixar a escola e ir almoçar que o estômago já dava horas. Mais uma vez e sendo já uma rotina fomos até ao Dean’s onde estivemos pouco tempo pois os meninos queriam vir para casa fazer limpezas, é certo e sabido que quando 2 homens vem com esta conversa algo está errado. E estava mesmo, o que se passou foi que eles passaram a tarde de frente ao pc a jogar FM e eu como não consigo estar quieta lá fiz as tão faladas limpezas, agora se estivesse cá o Nelo já dizia, “És a Olginha, mega limpezas!”, lol!
À noite e depois de um jantar bem saudável, tirando o peixe que pensávamos ser pescada, mas decididamente não era, já está riscado da lista de compras aquele peixe sem nome, fomos até ao Sallon e novamente tivemos consciência que a noite à semana por esta terra é muito morta! Após um bom bocado passado por lá decidimos regressar a casa pois estávamos cansados e queríamos guardar-nos pró fim-de-semana, tal não aconteceu pois o nosso amigo Jorge ligou para irmos ter com ele. Acabámos a noite no Tequilla que à 5ª feira não está tão cheio mas tem grande qualidade, era festa dos anos 60-70-80, ou seja aquele som óptimo para uma bela dança. Como é sabido eu e o alenta voltamos a arrasar a pista com as nossas danças magníficas, não há explicação para o espectáculo que foi! Há porém uma coisa que me preocupa, acho que estamos a ficar viciados em vodka, pois mais uma vez foi a bebida que nos acompanhou pela noite dentro... Ah, ontem soube de uma coisa engraçada e que demonstra bem o quanto as línguas são traiçoeiras, o Jorge perguntou-me se não havia uma palavra em português que era “pula”, ao que eu respondi que sim e tentei explicar metade em espanhol, outra metade em inglês o seu significado. Ele começou-se a rir e contou-me que qd esteve em Portugal, ouvia cantar “Pula,pula, salta,salta,salta…” quer a miúdos quer a graúdos e que ficou extremamente admirado pois pula em romeno quer dizer, desculpem a má educação, “colhões”! Tão lindo…. Ai opá, o que eu me ri!!!

Sem comentários: