quarta-feira, 30 de abril de 2008

De volta à estrada com destino a Budapeste

Foi com grande tristeza que ao fim de 3 estupendos dias abandonámos a cidade de Cracóvia rumo a uma outra gd cidade desta vez a famosa Budapeste... O abandonar aqui remete-me para um acontecimento bastante caricáto, pois demoramos cerca de meia hora até conseguirmos sair da cidade, isto aconteceu-nos pelas 2 vezes que o tentátamos fazer. A saída daquela cidade é completamente impossível para quem n conhece, portanto fica aqui um conselho, quem visitar Cracóvia não o faça de carro, pois a probabilidade de se perder no meio da cidade é de 99,9%, a não ser que tenha um bom Gps, coisa que o nosso querido Chevrolet não tinha...



Bem, após esta saida complicada lá nos metemos ao caminho, com uma mapa feito pelo Edu e Alenta, escusado será dizer que aquilo tinha meia dúzia de indicações e quem olha-se parecia que iamos apenas fazer uns 100km, qd na verdade fizemos cerca de 600km.




Passámos a fronteira com a Eslováquia rapidamente e depois acabamos por nos perder no meio do País, a solução foi parar junto de um bar e perguntar a uma rapariga qual a direcção para a cidade que tinhamos de seguir. A esta altura, cerca das 3h da manhã, o Ricardo lá abriu o vidro e perguntou à miúda a informação pretendida, mas coitada ela nem a cidade onde estava sabia o nome qto mais a direcção para o que procuravamos, o Ricardo que percebeu logo que ela já n estava em condições perfeitas agradeceu-lhe na mesma e mandou o Edu seguir caminho. Aí o alentejano que roncava forte no banco de trás, abriu os olhos e gritou, "Pupici", a rapidez com que acordou e voltou a dormir foi qq coisa de fantástico e nós lá seguimos caminho a rirmo-nos que nem os perdidos à custa daquela cena...
Conseguimos encontrar o caminho pretendido e a viagem foi-se fazendo com calma até à fronteira da Hungria e dp até à tão conhecida capital deste país...




Chegámos à cidade por volta das 6h30 da manhã, e aí deparamo-nos com um transito infernal, o desgraçado do Ricardo que tanto disse que detestava conduzir em cidades lá teve de se meter no meio do transito enqto os outros 3 moços dormiam que nem anjinhos no banco de trás... Novamente e por mero acaso parámos o carro mto perto da rua do hostel. Tivemos de pedir umas informações sobre a rua onde se situava o mesmo e ao fim de pco tempo encontrámos o local. Aqui começou um dos muitos acontecimentos que vao fazer parte da lista de peripécias ocorridas em Budapeste.

O nº 18 que procurávamos era nem mais nem menos um grande portão de madeira e lá dentro um sem número de apartamentos encaixados uns nos outros. Sinais do Hostel nem vê-los, nem um nome nem um nº numa porta, nós ficámos os 5 a olhar uns prós outros com vontade de rir mas ao mesmo tempo um pouco aflitos pois já estávamos a adivinhar algo de mau. De repende apareceu 1a senhora a uma porta e nós dirigimo-nos a ela a perguntar onde era o hostel, escreveu-nos no papel o nº25 e deu-nos a entender que o local tinha então mudado para outro sítio. Voltámos para a rua e fomos em busca do nº 25, que não era mais que o EasyHotel, achámos estranho pois não se parecia com as fotos da net, mas assim que chegámos à recepção e dissemos que tinhamos uma reserva pra 5 pessoas a moça apenas pediu que aguardássemos até às 15h. Com isto tudo eram umas 8h da manhã e nós esfomeados e cheios de sono, não tivemos outra solução que não fosse ir tomar o pequeno almoço e voltar para o carro para dormir uma sesta e assim fazer tempo para dar entrada nos aposentos...





Felizmente, e já vão perceber pq digo isto, eu e o Fran estávamos se bateria nos telemóveis e decidimos ir à recepção do Hotel pedir que no deixassem carregá-los por algum tempo. A moça que nos recebeu já foi ourtra e mostrou-se mto prestativa, colocou-nos logo os telefones a carregar e ao ouvir-nos falar espanhól (ou melhor o Fran espanhól e eu portuñol), falou tb ela em espanhol.. como tinhamos dito que estávamos super cansados e que só nos deixavam entrar às 15h ela propôs-nos procurar uma hipotese para entrarmos mais cedo. Para isso preciva do nº da reserva, como n o tinhamos pedimos que procura-se no nome do Edu, ela lá fez a pesquisa e n obteve resultado, dissemos então para procurar no nome do Fran, novamente nenhum resultado. Começamos a ficar preocupados e não tivemos outra alternativa que n fosse ir acordar o Edu ao carro para ele vir tentar dar à moça o tal nº da reserva. Ele lá veio ainda meio a dormir e mostrou-lhe o mail de confirmação da reserva... Chegou logo depois 2ªperipecia ocorrida naquela cidade, n era aquele o hostel que tinhamos reservado mas sim um que existia no tal nº 18 que inicialmente procuramos... Nós ficámos 1 bocado desorientados e eu só dizia, "Ainda bem q tava sem bateria no tlm!!!"

A única opção que tivemos foi ligar para o número que tinhamos do tal hostel e saber o que se passava. O senhor que atendeu disse q só nos esperava às 14h daí n termos encontrado ninguém qd nos derigimos ao nº 18, marcou um encontro connosco para as 10h da manhã em frente à entrada do nº 18 e nós mais uma vez tivemos de aguardar...

À hora marcada apareceu um jovem que nos guiou até uma outra rua no meio do caminho já eu e o Fran estávamos a ficar desconfiados que iria ocorrer mais alguma peripécia. E ocorreu, então o que aquele homem tinha para nós era 1 apartamento com 1 quarto e uma sala com colchões no chão, nós ficamos boquiabertos e sem outra solução dissemos ao homem que tinhamos d ir falar com o resto dos nossos amigos e só dp é que dariamos uma resposta.

Voltámos ao carro, contámos-lhes o que tinha acontecido e após o sr. nos ir mostrar outro apartamento com as mesmas condições e nós termos ripostado que aquilo n era de todo o que tinhamos visto na net, optámos por voltar ao EasyHotel e ver se tinham alguma vaga para nós pois não queriamos dispender um dia procurando um outro Hostel.

Conseguimos uns quartos luxuosos num hotel completamente distinto do normal por um preço bom, o conforto foi sem dúvida mto superior ao de um hostel mas n tinhamos sala de convivio, nem tv, nem net... só se pagassemos, o que n fizemos pois estávamos ali para visitar e apenas queríamos um local onde descansar durante as duas noites que iriamos ficar na cidade... Estando este assunto finalmente resolvido e dp de forrarmos o estômago começamos a visita a esta bela cidade...

terça-feira, 29 de abril de 2008

A cidade de Kraków

Cracóvia (em polaco Kraków ) é uma importante cidade da Polónia. Localiza-se no sul do país, nas margens do rio Vístula. Foi fundada por volta do ano 700, sendo capital da Polónia entre 1320 e 1596. O Centro Histórico de Cracóvia foi inscrito pela UNESCO em 1978 na lista do Património Mundial.
E posto toda a história que circunda a cidade nós tivemos de sair ao conhecimento da mesma, devo dizer que o tempo foi um grande inimigo pois durante os dois dias que tinhamos reservado para visitar a cidade choveu quase sempre. Mas mesmo assim ainda conseguimos visitar os principais monumentos e saber um pouco da história da mesma...

O Dragão de Wawel é uma das mais antigas e conhecidas lendas da Polónia, diz a lenda que após um longo período de prosperidade, a desgraça chega ao país. Os pastores começaram a dar falta de alguns de seus animais e depois desapareciam também moradores sem razão aparente. Isto tudo fica muito tempo inexplicável até o dia em que um jovem, indo pegar ervas na beira do Rio Vístula se aproxima do sopé da colina Wawel. Lá, ele vê ossos na beira do rio e um pouco mais longe, no rochedo da colina, ele percebe uma gruta e ao lado dela um dragão enorme e pavoroso que repousava tranquilamente ao sol. Seu corpo era coberto de escamas verde-amarelas reluzentes e com patas imensas como troncos. Após varias tentativas de o matar, todas elas sem resultado o jovem que havia descoberto o dragão pede ao príncipe um carneiro bem gordo. Ele mata o animal e o abre para enche-lo com uma mistura de enxofre e alcatrão. À noite, durante o sono do dragão, ele deixa o falso carneiro na entrada da gruta. De manhã, uma violenta explosão acorda todos os habitantes da vila. Depois de ter engolido o carneiro o monstro teve uma sede terrível, desceu ao rio e bebeu tanta água que sua barriga explodiu e os pedaços do seu corpo cobriram toda a região. E assim o reino de Krak foi libertado do perigo e o aprendiz de sapateiro, naturalmente, casou com a bela princesinha Wanda e foram felizes para todo o sempre.
A gruta onde morava a besta foi nomeada Gruta do Dragão e existe até hoje, sendo um local turístico, em Cracóvia na Polónia. Há uma estátua do dragão logo na saída da caverna, e solta fogo pela boca de 5 em 5 minutos.





A visita a esta gruta fica muito àquem das espectativas, mas faz parte da história e deve-se sempre dar uma espreitadela, já a estátua do dragão que cospe fogo isso sim é bonito de se ver e principalmente à noite...


Além desta estátua, há então o Castelo Real de Wawel que fica num local um pouco mais alto da cidade e junto ao rio, é um castelo gigante com jardins lindíssimos e uma vista fantástica de toda a cidade. No seu interior tem uma basílica que não é mais que um enorme cemitério de grandes personalidades polacas, tais como reis e rainhas que fizeram história e até um bispo que foi canononizado e tornado santo. Há depois uma coisa gira mas nda fácil de se ver que é a torre dos sinos, tem de se subir por umas escadas em caracol que nunca mais terminam e depois chega-se a uma zona em que existe um sino gigante que deve pesar umas boas toneladas, só o badalo já assusta imaginem o sino em si...





Depois já na praça central da cidade há 2 Igrejas bastante distintas mas ambas bonitas, um mercado de recordações e produtos típicos o "Sukiennice" e a torre da Câmara Municipal... Esta praça é bastante bonita de dia mas à noite ganha um brilho difere e cria um clima bastante acolhedor...








Faço aqui uma interrupção na história para contar uma bonita peripécia, numa das noites estava eu à janela do hostel a ouvir a trompete que um senhor toca a cada hora e nesse momento apareceu um dos empregados do hostel. Eu curiosa perguntei o pk daquele acontecimento, então o homem lá me explicou que conta a lenda que numa batalha contra os turcos o trompetista foi atacado com uma seta no peito e a última coisa que tocou foi aqueles sons, daí deste então todas as horas alguém repetir o som como que numa homenagem. Mas o pior veio a seguir qd ele me começou a dizer que aquela igreja (Sta.Maria) tinha sido construída pelos Maçons e n vastando abre a camisa e mostra-me as tatuagens que tinha no peito dos Maçons e da Ordem dos Templários. Bem levei ali uma lição de história e assim que vi uma oportunidade esquivei-me do homem pois ele não se calava...







A igreja de Sta Maria que depois visitei no dia seguinte é das mais bonitas que já vi, toda em talha de ouro e com promenores que para mim que sou uma leiga me deixaram boquiaberta...




Ainda visitamos as portas da cidade que serviam como defesa à cidade na antiguidade, e neste momento dão acesso a um enorme jardim, onde tivemos o prazer de ver uma exposição sobre a vida do Papa João Paulo II, que para quem quem não sabe era polaco e nutria pela cidade uma enorme paixão...







Passámos no último dia pelo famoso bairro judeu, que foi uma enorme desilusão pois não passa de um bairro normal e nem sequer um judeu vimos para nossa grande tristeza. E por último visitámos um monumento em honra aos judeus que na altura da 2ª Guerra Mundal eram atirados pelas janelas de suas casas sentádos numa cadeira... Digo-vos que aquilo não tem piada nehuma uma praça com umas qtas cadeiras a fazer lembrar a brutalidade que cometeram com milhares de desgraçados.





Muita coisa ficou por visitar pois o tempo era escasso, mas esta será uma cidade que me vai ficar na memória pois é sem dúvida bonita e cativante!!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Kraków by night

Quando se vai visitar um novo país acompanhada por gente jovem, ou melhor estudantes, há que fazer uma visita aos locais nocturnos do local... Pois bem, nós após um dia passado por Auschwitz tivemos de beber uns copos para esquecer o que tinhamos visto! Juntámo-nos todos num restaurante típico, para degustar a cozinha típica polaca, aí gerou-se uma enorme confusão pois os pratos estavam todos listados por números e como é lógico quase ninguém decorou o nº do seu pedido, portanto qd começaram a chegar à mesa, ninguém sabia qual o nº correspondente ao seu pedido... Mas ninguém ficou de estômago vazio e após a janta lá fomos nós até ao hostel beber uns canecos para depois seguir rumo a um bar ou discoteca!!




Foi sem dúvida uma noite repleta de divertimento... no hostel tivemos de baixar o volume pq a algazarra era tanta que a moça da recepção passou-se connosco, ainda pra cúmulo houve um grupo de 3 doidinhos que se passearam nus pela sala como se fosse a coisa mais natural do mundo! Depois já na rua e após termos estado num bar de nome "Carpe Diem", onde bebemos um shot tipico que se parecia com cachaça mas c/ sabor a morango,a Elva foi mandada parar por um bófia por trazer um copo na mão e estar a beber na via pública. Mal sabia ele que na minha mala vinham 3 copos e um cinzeiro, é o que dá andar com malas gds, toda a gente se serviu dela para guardar os "recuerdos" polacos.







- O Ricardo passou este tempo todo a ensinar palavras em português ao Edu, melhor asneiras e coisas que tais porque palavras que constem no dicionário essas nem se ouviram. Perdoem-me os ouvidos mais sensíveis, mas este video é uma boa amostra das conversas entre estes dois durante toda a viagem...



Acabámos a noite num bar gay, só soubemos no dia seguinte, e confesso que pouco vi para concluir que fosse um bar típico para gay's. O que é certo é que nos divertimos imenso num local que mais parecia um labirinto pois em 3 andares, haviam 3 bares diferentes, eu por duas vezes que me ia perdendo lá dentro. Quando decidimos recolher aos nossos aposentos já a luz do dia picava nos olhos e como o desgaste da noite tinha sido mto acabámo-la a tomar o pequeno almoço no hostel...



sexta-feira, 25 de abril de 2008

Auschwitz e Birkenau

Sobre este 2º dia na Polónia penso que não valerá a pena escrever nada pois as imagens irão falar por si. Contudo confesso que apesar de ter gostado de visitar estes dois antigos campos de concentração, o sentimento com que fiquei no fim do dia foi sem dúvida de angústia e tristeza, pois só quem pisa estes locais e vê com os própios olhos é que tem uma percepção real da chacina que lá ocorreu...