Já começa a ser hábito encontrar aos sábados à tarde um senhor que toca extremamente bem na Strada Republicii, este sábado não foi excepção. Como gostamos imenso das suas músicas mas em especial da peruana "El condor pasa", eu e o ricardo pedimos que a tocasse em troca de uma doação de 2 lei... e assim escutamos este belo tema sentadinhos no banco de rua, onde pude fazer o video que apresento de seguida!!!
As aventuras de três grandes malucos: Olguinha, Ricardão e Alentejano por terras de Romania!!!!!
domingo, 23 de março de 2008
sábado, 22 de março de 2008
Poiana Braşov
Na 5ª feira decidi que iria visitar Poiana, então precavi os moços no dia anterior que teriamos de sair cedo... Contudo até eu mesma adormeci, mas ainda acordei a tempo de preparar o farnel, o ricardo acordou de seguida e preparou-se logo, o alenta deu duas voltas na cama e disse que não ia connosco preferia ficar a dormir... Pronto lá fomos os dois turistas, apanhamos o autocarro com destino a Poiana e fomos admirando a bela paisagem...
Sobre o local apenas tenho a dizer que é realmente bonito e principalmente nesta altura do ano que está coberto de neve. Vou postar aqui umas quantas imagens porque "Uma imagem vale mais que mil palavras..." Deliciem-se com a beleza do local que nós assim o fizemos....
Fim-de-semana à descoberta da Roménia cont...
Domingo 16 de Março: Praid şi Corund
Após uma noite bem dormida, levantámo-nos cedo para continuar a viagem. Abandonámos para grande tristeza a Pensão de Luxo e a pequena aldeia de Sovata com destino a Praid. A viagem foi curta pois são apenas 8 os quilómetros que separam as duas aldeias. Assim que chegámos a Praid dirigimo-nos ao posto de venda de bilhetes da mina de sal que é famosa na aldeia e a qual queríamos visitar. O bilhete foi um pouco mais caro que aquilo que prevíamos mas como andávamos de visita não hesitamos em comprá-lo. O transporte que nos levou para dentro da mina foi sem dúvida engraçado, um autocarro igual àquele que todos conhecemos como meio de transporte de alunos, pessoas, etc. A viagem é então feita por um túnel até chegarmos a cerca de 100m abaixo do solo, depois de sairmos do autocarro, ainda tivemos de descer uns quantos degraus até atingir os 120m de profundidade onde se encontra a parte reservada às visitas da mina. O local é bonito mas ao mesmo tempo estranho, pois são uns quantos túneis de grande altura escavados na rocha, lá dentro sente-se um odor a sal que chega a picar na boca, o ar é pesado mas segundo dizem bastante saudável. Daí a maioria das pessoas que nos acompanhou na visita serem famílias que levam os putos e o farnel atrás e ficam durante umas horas dentro da mina a fim de respirarem aquele ar. É uma cena engraçada pois a mina tem uma zona repleta de mesas e bancos assim como um parque para os mais pequenos, no meio há um museu que não passa de uma exposição de desenhos de miúdos e uma capela que por sinal estava escura, pois não havia luz nessa zona, então e para podermos ver alguma coisa andámos todos com os telemóveis na mão a servir de foco. A visita fez-se rapidamente pois nada mais havia a ver. Subimos então as escadas de volta ao túnel onde estaria o autocarro e deparamo-nos com as portas fechadas, tivemos então de esperar sentadinhos nos bancos pela chegada do mesmo.
Ao fim de meia hora de espera chegou então o nosso transporte e fizemos a viagem de retorno à superfície, depois dirigimo-nos à paragem de autocarros para apanhar um que nos levaria a Corund uma outra aldeia próxima de Praid e que é conhecida pelo seu mercado de produtos típicos. Enquanto esperávamos a chegada do autocarro, vimos umas quantas cenas caricatas, pessoas tipicamente vestidas, velhotes extremamente admirados por nos ver ali e a ouvir atenciosamente as nossas conversas e mais uma vez placas com inscrições em duas línguas, romeno e húngaro.
O autocarro por fim chegou e fizemos a pequena viagem até Corund. A aldeia é relativamente pequena, tem uma grande estrada onde se amontoam pequenos mercados com produtos típicos, toda a gente nos chamava para ver e claro comprar. Nós apenas fizemos uma pequena visita a algumas barracas e dp fomos em busca de um restaurante.
Após andar alguns metros encontramos um restaurante onde decidimos entrar, o Guillaume perguntou em romeno a uma senhora se podíamos almoçar, ela disse que sim e perguntou quantos éramos, ele lá respondeu e após uns alguns segundos ela responde que não dava para almoçar pois o restaurante estava reservado. Estranho pensámos nós tanta pergunta para depois dar aquela resposta. Bem sem qualquer opção de escolha tivemos de percorrer cera de 1km pois o único sítio que servia almoços ficava no fim da aldeia. O percurso foi desgastante pelo meio vi algo engraçadíssimo, se num lado na estrada passavam carros de topo no outro passavam carroças puxadas a cavalo carregadas de ciganos, finalmente tive noção que estava na Roménia pois via aquelas que dizem ser as pessoas naturais daqui, os ciganos.
Ao fim da longa caminhada encontrámos o tal restaurante que novamente estava reservado, sem opção tivemos de fazer o choradinho à empregada e pedir que pelo menos nos servisse uma sopa para forrar o estômago. O pedido foi aceite e lá conseguimos comer a bendita sopinha, após o pequeno repasto fizemos a viagem de regresso ao centro com intuito de apanhar o autocarro que nos levaria de regresso a Braşov. Apanhamos um autocarro que nos levou a uma cidade que confesso não saber o nome e dp ai teríamos de fazer nova viagem ai com direcção a Braşov. A viagem foi curta e nada complicada. Ao chegarmos ao destino deparamo-nos com um problema ninguém sabia qual o transporte que nos guiaria a Braşov, valeu-nos a senhora da bilheteira que ao ouvir falar francês se prontificou a fazer uma ligação telefónica para um senhor que falava francês e que nos iria dar as indicações necessárias. Após sabermos qual o transporte a apanhar tivemos de aguardar um pouco a chegada do mesmo, enquanto aguardávamos tivemos de aturar um pequeno miúdo que andava a pedir esmola, a certa altura e porque já estava farto de o ouvir lembrei-me que tinha uns chocolates na mala, peguei neles e dei-os ao miúdo que virou costas e foi logo tentar vendê-los. Bem, naquela altura tive noção que não vale a pena ter piedade destas crianças elas já tem aquele vício do negócio no corpo! O Maxi táxi chegou e seguimos viagem, aqui convém dizer que num autocarro onde deviam ir 11 pessoas chegaram a estar 27, a viagem foi feita por caminhos de terra batida, só arranjamos lugar ao fim de uma hora de viagem e o mais stressante foi que demorámos 3h para fazer 80km.
Durante a viagem vimos aquilo que realmente nos faz perceber que estamos num país de leste. O desenvolvimento é pouco, as estradas são na sua maioria de terra batida, as aldeias são pequenas e bastante distanciadas umas das outras. Apesar de não se ver grandes paisagens, valeu a pena a viagem por podermos estar perante uma realidade completamente diferente daquela a que nos deparamos nas grandes cidades. Bem, já com a noite a romper no céu e com o estômago a pedir algo, chegámos a uma pequena vila que fica a 30km de Braşov onde tivemos oportunidade comer qualquer coisa numa estação de serviço e depois apanhar novo Maxi táxi com destino a nossa casa. A viagem foi rápida e por fim chegámos de novo a bela cidade que nos está a acolher…
Um fim-de-semana sem dúvida cansativo mas que valeu a pena pois pude ver coisas bonitas, e conhecer uma realidade bastante diferente, algo que quero repetir com toda a certeza!
quarta-feira, 19 de março de 2008
Fim-de-semana à descoberta da Roménia…
Sábado 15 de Março: Târgu-Mureş şi Sovata
Quase ao fim de um mês pela cidade de Braşov reservámos o fim-de-semana para ir à descoberta de novos locais por este país imenso que é a Roménia. Estava previsto sairmos com direcção a Târgu-Mureş no Maxi táxi das 9h de sábado, assim que chegámos à gare dos autocarros já o restante pessoal Erasmus aguardava por nós. Dirigimo-nos então até aquilo a que eles chamam um Maxi Táxi e que não passa de uma carrinha de transporte de pessoas, tal e qual aquelas dos centros de dia e ATL. Começamos a entrar reparámos que faltavam dois lugares, e como a viagem era de 4h seria complicado ir em pé tanto tempo. Os meninos optaram então por ficar e disseram-me para ir com o resto da malta. Confesso que não achei piada ao facto de nos separarmos mas eles insistiram e disseram-me que iam ver se havia maneira de irem ter connosco. Sendo assim parti à aventura com 5 franceses, 2 portuguesas, 1 italiano e 1 checa. À hora prevista partimos com direcção a Târgu-Mureş, eu que estava cheiinha de sono pois não tinha dormido bem ainda tentei fechar os olhos e dormir mas não deu, íamos muito apertadinhos e tinha o Guillaume a falar constantemente para mim. Ao fim de 1h de viagem deu-se a 1ª paragem e ficaram uns quantos lugares vagos, eu pensei logo nos meninos, podiam ter vindo e aguentar aquela hora em pé, ou sentados no chão, mas pronto também não sabíamos que isto ia acontecer. Já com algum espaço para me esticar consegui dormir uma sesta, mas por pouco tempo pois paramos novamente ao fim de 1h para um descanso de 15m. Quando saímos à rua estava um frio de cão, a paisagem n era de todo bonita mas deu perfeitamente para tirar uma foto de grupo.
Chegada a hora de apanhar novo transporte dirigimo-nos então à gare de autocarros, pelo caminho vi algo realmente surpreendente, num passeio estava uma senhora com uma balança (devo dizer que parecia que tinha 50 anos, a balança claro!) para pesar as pessoas em troca de dinheiro, que bonita forma de ganhar a vida às custas do desespero das pessoas.
Apanhamos o transporte devido com direcção a Praid para passarmos a noite. A viagem foi bastante turbulenta, feita por caminhos completamente rurais mas mesmo assim eu e a Bárbara conseguimos dormir. Quando acordamos os restantes companheiros estavam admirados com o facto de termos adormecido no meio de tantos saltos e curvas. Eles logo nos informaram que tinham sido alterados os planos, pois visto que a maioria das pessoas já tinha visitado a vila onde queríamos ir no Domingo iríamos ficar numa aldeia termal que ficava a caminho de Praid.
Sovata, assim se chama a aldeia que fica num vale e é banhada por um lago enorme que no Verão é bastante frequentado como Praia Fluvial. Quando começamos a entrar na aldeia vimos tudo menos algo que se parece-se a uma zona turística, mas após informarmos o condutor que queríamos pernoitar lá, ele guiou-nos até à zona turística. Descemos perto de um mercado com produtos típicos e fomos subindo a rua em busca de um local para dormir, tínhamos indicações de que havia Bungalows baratos e então fomos ao seu encontro. A rua é sem dúvida engraçada, pois está repleta de casas de madeira com arquitectura muito peculiar, existe uma igreja toda de madeira pintada de preto que é lindíssima pelo menos no exterior. Ao chegarmos à praça Central encontramos uma grande comemoração, pessoas em cima de um palco, vestidos tipicamente e dançando músicas tradicionais, numa outra ponta imensos cavalos guardados por homens também eles trajados a rigor. Sem dúvida um momento de grande beleza, aí tive aquela sensação de estar a assistir a uma festa típica, daquelas que até ao momento só tinha visto na TV. Por trás desta pequena praça estava o lago, que mesmo nesta altura do ano é lindo e extremamente imenso. Após breves momentos de descanso fomos então em busca do local para pernoitar, nessa altura começamos a ouvir uma moças a recitar poemas, e apesar de ainda não estar na Roménia à tempo suficiente para entender a língua, aquilo que ouvia era todo menos romeno. Foi então que a Amandine me explicou que aquela zona é habitada por uma grande comunidade húngara, as pessoas falam húngaro, as bandeiras içadas são da Hungria e tudo está escrito em húngaro, resumindo são romenos que vivem na Roménia mas como se ali fosse a Hungria. Que coisa estranha comentei, ainda por cima estávamos no meio do país e não numa zona fronteiriça. Bem, lá continuamos em direcção ao Bungalows e qd chegámos ao local vimos algo bonito uma zona enorme com dezenas de pequenas casinhas de madeira dirigimo-nos à recepção onde estava um senhor que só falava alemão. Valeu o facto de a Amandine saber qq coisa da língua e conseguir assim perceber o homem e explicar o que queríamos. Ele disse que os Bungalows só funcionavam no Verão mas que tinha uns apartamentos para alugar, lá foi ela e a Catarina 3 ver os apartamentos que ficavam numa gigante construção de madeira com uma placa a dizer “Pensiune Eden 5*”, nós que ficamos cá fora comentámos logo que deveria ser caro mas aguardámos a vinda delas para saber mais sobre as condições. Assim que chegaram disseram logo que aquilo era horrível, mas entraram de novo para a recepção e aí dirigiram-se ao grupo desta vez seriamente para dizer que era um luxo e que ficava apenas por 12€ a noite a cada um. Não hesitámos em ficar ali como é lógico, pagámos o devido preço e de mochilas às costas dirigimo-nos à entrada. Quando se abriram as portas dos apartamentos, tivemos de alugar dois pois éramos 10 pessoas, vimos algo sem dúvida magnifico, um espaço enorme com tudo do bom e do melhor, caminhas com fartura e casas de banho com banheiras gigantes, ah e uma varanda enorme com vista para uma parte da aldeia num apartamento e noutro com vista para o lago. Sem dúvida que um local daqueles não é propriamente fácil de encontrar àquele preço… Tendo já largado as mochilas e descansado um bocado saímos em direcção ao pequeno centro para comprar bebidas e acepipes para fazer uma “Big Party” (expressão Erasmus) durante a noite. Num pequeno supermercado deparamo-nos com o tal problema da língua, mesmo falando em romeno as pessoas ou não percebem, ou então fingem que não percebem. Mas conseguimos comprar o que queríamos e de seguida fomos procurar local para jantar, não foi fácil pois poucos sítios estavam abertos, isto às 20h, mas encontramos um restaurante onde fomos mal servidos e pagamos bastante, até queriam que pagássemos por terem trazido ketchup para a mesa, o qual nenhum de nós consumiu, como não somos parvos viemos embora sem o pagar.
Já no apartamento passámos uma noite animada no meio de uns copos de vodka, cerveja acompanhado por batatas fritas e outros aperitivos. Como não havia musica e os canais da TV tb só davam coisas sem interesse tivemos na conversa toda a noite. Quase sempre em francês, pois a maioria eram franceses, claro que no meio dávamos umas bacuradas em português, ensiram-se umas asneiras em diversas línguas e já perto da meia-noite todos recolhemos pois o dia seguinte seria longo e para tal era preciso acordar cedo.
Quase ao fim de um mês pela cidade de Braşov reservámos o fim-de-semana para ir à descoberta de novos locais por este país imenso que é a Roménia. Estava previsto sairmos com direcção a Târgu-Mureş no Maxi táxi das 9h de sábado, assim que chegámos à gare dos autocarros já o restante pessoal Erasmus aguardava por nós. Dirigimo-nos então até aquilo a que eles chamam um Maxi Táxi e que não passa de uma carrinha de transporte de pessoas, tal e qual aquelas dos centros de dia e ATL. Começamos a entrar reparámos que faltavam dois lugares, e como a viagem era de 4h seria complicado ir em pé tanto tempo. Os meninos optaram então por ficar e disseram-me para ir com o resto da malta. Confesso que não achei piada ao facto de nos separarmos mas eles insistiram e disseram-me que iam ver se havia maneira de irem ter connosco. Sendo assim parti à aventura com 5 franceses, 2 portuguesas, 1 italiano e 1 checa. À hora prevista partimos com direcção a Târgu-Mureş, eu que estava cheiinha de sono pois não tinha dormido bem ainda tentei fechar os olhos e dormir mas não deu, íamos muito apertadinhos e tinha o Guillaume a falar constantemente para mim. Ao fim de 1h de viagem deu-se a 1ª paragem e ficaram uns quantos lugares vagos, eu pensei logo nos meninos, podiam ter vindo e aguentar aquela hora em pé, ou sentados no chão, mas pronto também não sabíamos que isto ia acontecer. Já com algum espaço para me esticar consegui dormir uma sesta, mas por pouco tempo pois paramos novamente ao fim de 1h para um descanso de 15m. Quando saímos à rua estava um frio de cão, a paisagem n era de todo bonita mas deu perfeitamente para tirar uma foto de grupo.
Voltámos à estrada e eu já n dormi mais, fui então o resto da viagem a observar a paisagem. Reparei que talvez devido ao Inverno rigoroso que se faz sentir tudo é extremamente feio, os montes com pasto seco, as árvores completamente nuas, via-se uma aldeia de vez em quando mas muito pequena por sinal.
Após 4h de termos abandonado Braşov chegámos ao destino, assim que pusemos os pés fora da carrinha, levei com um raio de sol nos olhos, que maravilha pensei, pus logo os belos dos óculos de sol. Infelizmente este sol durou por poucos minutos pois quando começamos a andar em direcção ao centro da cidade veio uma rajada de vento seguida de uma chuva miudinha… Lá tive de arrumar os óculos e sacar do chapéu para proteger a cabeça.
A primeira paragem foi num restaurante para almoçar, escolhemos um indicado no roteiro que o pessoal trazia e sem dúvida que se comeu bem e por pouco dinheiro, a ementa foi um crepe com panado de galinha, batata frita e muitos molhos, algo esquisito mas saboroso. Após o almoço demos uma pequena visita pela cidade enquanto fazíamos tempo para apanhar novo Maxi táxi. Do que vi esta é uma cidade muito organizada, prédios novos, passeios arranjados, igrejas gigantescas, mosteiros e muitos parques. Houve porém um local que a todos pareceu estranho, dentro de umas muralhas num pequeno monte da cidade existe uma pequena aldeia, aí onde supostamente esperávamos encontrar algo interessante apenas vimos casinhas fechadas e uns quantos apetrechos de circo, um palco e um carrossel guardado por 1 indivíduo que se movimentava numa daquelas cadeiras de rodas eléctricas. Todos achamos estranho, e comparamos o sítio àqueles das aventuras dos 7, bem pensei eu para mim, n veio o alenta para fazer os seus filmes de terror mas já cá estão substitutos…LOL!
A primeira paragem foi num restaurante para almoçar, escolhemos um indicado no roteiro que o pessoal trazia e sem dúvida que se comeu bem e por pouco dinheiro, a ementa foi um crepe com panado de galinha, batata frita e muitos molhos, algo esquisito mas saboroso. Após o almoço demos uma pequena visita pela cidade enquanto fazíamos tempo para apanhar novo Maxi táxi. Do que vi esta é uma cidade muito organizada, prédios novos, passeios arranjados, igrejas gigantescas, mosteiros e muitos parques. Houve porém um local que a todos pareceu estranho, dentro de umas muralhas num pequeno monte da cidade existe uma pequena aldeia, aí onde supostamente esperávamos encontrar algo interessante apenas vimos casinhas fechadas e uns quantos apetrechos de circo, um palco e um carrossel guardado por 1 indivíduo que se movimentava numa daquelas cadeiras de rodas eléctricas. Todos achamos estranho, e comparamos o sítio àqueles das aventuras dos 7, bem pensei eu para mim, n veio o alenta para fazer os seus filmes de terror mas já cá estão substitutos…LOL!
Chegada a hora de apanhar novo transporte dirigimo-nos então à gare de autocarros, pelo caminho vi algo realmente surpreendente, num passeio estava uma senhora com uma balança (devo dizer que parecia que tinha 50 anos, a balança claro!) para pesar as pessoas em troca de dinheiro, que bonita forma de ganhar a vida às custas do desespero das pessoas.
Apanhamos o transporte devido com direcção a Praid para passarmos a noite. A viagem foi bastante turbulenta, feita por caminhos completamente rurais mas mesmo assim eu e a Bárbara conseguimos dormir. Quando acordamos os restantes companheiros estavam admirados com o facto de termos adormecido no meio de tantos saltos e curvas. Eles logo nos informaram que tinham sido alterados os planos, pois visto que a maioria das pessoas já tinha visitado a vila onde queríamos ir no Domingo iríamos ficar numa aldeia termal que ficava a caminho de Praid.
Sovata, assim se chama a aldeia que fica num vale e é banhada por um lago enorme que no Verão é bastante frequentado como Praia Fluvial. Quando começamos a entrar na aldeia vimos tudo menos algo que se parece-se a uma zona turística, mas após informarmos o condutor que queríamos pernoitar lá, ele guiou-nos até à zona turística. Descemos perto de um mercado com produtos típicos e fomos subindo a rua em busca de um local para dormir, tínhamos indicações de que havia Bungalows baratos e então fomos ao seu encontro. A rua é sem dúvida engraçada, pois está repleta de casas de madeira com arquitectura muito peculiar, existe uma igreja toda de madeira pintada de preto que é lindíssima pelo menos no exterior. Ao chegarmos à praça Central encontramos uma grande comemoração, pessoas em cima de um palco, vestidos tipicamente e dançando músicas tradicionais, numa outra ponta imensos cavalos guardados por homens também eles trajados a rigor. Sem dúvida um momento de grande beleza, aí tive aquela sensação de estar a assistir a uma festa típica, daquelas que até ao momento só tinha visto na TV. Por trás desta pequena praça estava o lago, que mesmo nesta altura do ano é lindo e extremamente imenso. Após breves momentos de descanso fomos então em busca do local para pernoitar, nessa altura começamos a ouvir uma moças a recitar poemas, e apesar de ainda não estar na Roménia à tempo suficiente para entender a língua, aquilo que ouvia era todo menos romeno. Foi então que a Amandine me explicou que aquela zona é habitada por uma grande comunidade húngara, as pessoas falam húngaro, as bandeiras içadas são da Hungria e tudo está escrito em húngaro, resumindo são romenos que vivem na Roménia mas como se ali fosse a Hungria. Que coisa estranha comentei, ainda por cima estávamos no meio do país e não numa zona fronteiriça. Bem, lá continuamos em direcção ao Bungalows e qd chegámos ao local vimos algo bonito uma zona enorme com dezenas de pequenas casinhas de madeira dirigimo-nos à recepção onde estava um senhor que só falava alemão. Valeu o facto de a Amandine saber qq coisa da língua e conseguir assim perceber o homem e explicar o que queríamos. Ele disse que os Bungalows só funcionavam no Verão mas que tinha uns apartamentos para alugar, lá foi ela e a Catarina 3 ver os apartamentos que ficavam numa gigante construção de madeira com uma placa a dizer “Pensiune Eden 5*”, nós que ficamos cá fora comentámos logo que deveria ser caro mas aguardámos a vinda delas para saber mais sobre as condições. Assim que chegaram disseram logo que aquilo era horrível, mas entraram de novo para a recepção e aí dirigiram-se ao grupo desta vez seriamente para dizer que era um luxo e que ficava apenas por 12€ a noite a cada um. Não hesitámos em ficar ali como é lógico, pagámos o devido preço e de mochilas às costas dirigimo-nos à entrada. Quando se abriram as portas dos apartamentos, tivemos de alugar dois pois éramos 10 pessoas, vimos algo sem dúvida magnifico, um espaço enorme com tudo do bom e do melhor, caminhas com fartura e casas de banho com banheiras gigantes, ah e uma varanda enorme com vista para uma parte da aldeia num apartamento e noutro com vista para o lago. Sem dúvida que um local daqueles não é propriamente fácil de encontrar àquele preço… Tendo já largado as mochilas e descansado um bocado saímos em direcção ao pequeno centro para comprar bebidas e acepipes para fazer uma “Big Party” (expressão Erasmus) durante a noite. Num pequeno supermercado deparamo-nos com o tal problema da língua, mesmo falando em romeno as pessoas ou não percebem, ou então fingem que não percebem. Mas conseguimos comprar o que queríamos e de seguida fomos procurar local para jantar, não foi fácil pois poucos sítios estavam abertos, isto às 20h, mas encontramos um restaurante onde fomos mal servidos e pagamos bastante, até queriam que pagássemos por terem trazido ketchup para a mesa, o qual nenhum de nós consumiu, como não somos parvos viemos embora sem o pagar.
Já no apartamento passámos uma noite animada no meio de uns copos de vodka, cerveja acompanhado por batatas fritas e outros aperitivos. Como não havia musica e os canais da TV tb só davam coisas sem interesse tivemos na conversa toda a noite. Quase sempre em francês, pois a maioria eram franceses, claro que no meio dávamos umas bacuradas em português, ensiram-se umas asneiras em diversas línguas e já perto da meia-noite todos recolhemos pois o dia seguinte seria longo e para tal era preciso acordar cedo.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Novamente um nevão mas por meros instantes !!!
Na 5ª feira lá fomos nós ao encontro da professora de Fitopatolgia convictos de que ela nos iria dar material para estudarmos mas bem nos enganámos. Apenas pediu o mail ao Ricardo para lhe enviar uns links com informação para estudarmos. Sendo assim tivemos de ir virados ao Dean’s e passar a tarde toda na net… Ao fim da tarde quando estávamos para sair em direcção a casa deparámo-nos com uma situação engraçada. Um nevão em grande escala estava a pairar sobre a cidade, caia neve de todo o lado, tivemos de dar uma corrida até à praça de táxis que estava vazia e enquanto aguardávamos a chegada de um ficámos todos brancos. No meio da viagem de táxi eu disse umas "asneirolas" mesmo à minha moda e o táxista virou-se pro Ricardo e perguntou logo se éramos portugueses, oh que vergonha, o homem soube a nossa nacionalidade por aquilo que disse! Se tivesse falado normalmente acredito que não descobria mas como disse aquelas palavras que qq pessoa conhece numa língua estranha denunciei-me... O engraçado disto é que assim que chegámos a casa parou de nevar. Foi uma coisa rápida, a neve assim como veio, foi-se num instante.
O jantar em casa foi regado por uma garrafinha de 2L cerveja, pois estávamos a preparar-nos para uma noitada. O destino era o Club Bulevard onde esperávamos encontrar um bom ambiente para beber uns copos e dançar um bocado. Infelizmente o local estava vazio e assim ficou o resto da noite. Encontrámos lá um pessoal de Silvicultura que fez a festa e foi dando umas lições de romeno aos meninos, eu cheguei à conclusão que ando a ficar velha para estas farras pois só não dormi no sofá do Bar porque parecia mal… Assim que regressámos a casa aterrei na cama pois estava com umas dores de cabeça descomunais, ou é velhice ou é excesso de boa vida!!!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Jantar de despedida do Paolo
Na quarta-feira supostamente teríamos aula prática de Silvicultura pelas 9h20m da manhã. Digo supostamente porque qd o Ricardo me bateu na porta a dizer que já eram 9h eu tive aquele a que chamam o sexto sentido feminino e disse logo que já não dava tempo para me vestir e chegar a tempo à aula, portanto ficava em casa. O alenta deu uma volta na cama e só respondeu que não ia, que queria dormir. Então foi apenas o Ricardo virado à escola e qd lá chegou, o professor disse que não havia aula, o tempo não estava bom, daí só deverá haver daqui a umas semanas. A essa altura enviou-me ele uma msg com a informação e então tive a certeza que o meu sexto sentido tinha sido correcto, ficámos nós a dormir e foi o desgraçado numa viagem sem fim… Bem, dei meia volta na cama e continuei no descanso dos anjos, que durou até à hora de almoço. Levantei-me, acordei o alenta e saimos então de casa em direcção ao Centro. Almoçamos no local do costume, e o Ricardo entretanto foi ter connosco pq devíamos ir à aula de inglês pelas 15h. Eu e o alenta dissemos que já estava na hora e ainda n tínhamos almoçado portanto íamos optar por ir na 5ªfeira. Lá foi o Ricardo mais uma vez sozinho para a escola, enquanto nós ficámos a degustar o belo almoço. Mal tínhamos acabado de pedir dois cafés entra o Ricardo pela porta dizendo que a aula tinha sido mudada para as 17h e que o professor era mais um cromo, olha que novidade!!! Se eles fossem normais é que nós estranhávamos…
Tivemos então de andar a passear pelo Centro, enquanto não chegava a hora da dita aula, que seria pelo que esperávamos, uma aula com princípio meio e fim. Antes da dita aula e porque tínhamos que falar com o Rudy sobre outra disciplina, dirigimo-nos ao gabinete dele que estava vazio, pronto nada a fazer, lá esperámos pela hora da aula de inglês. Subimos até à sala e esperámos o professor, das escadas surgiu um senhor com um aspecto digno de uma caderneta de cromos, o Ricardo tinha sido sincero, sem dúvida. Imagine-se um homem gordito com o cabelo rapado dos lados e uma popa na cabeça semelhante à de uns canários que tem uma popa, ou remoinho na cabeça. O penteado é tão estranho que nem sei explicá-lo.
Tivemos então de andar a passear pelo Centro, enquanto não chegava a hora da dita aula, que seria pelo que esperávamos, uma aula com princípio meio e fim. Antes da dita aula e porque tínhamos que falar com o Rudy sobre outra disciplina, dirigimo-nos ao gabinete dele que estava vazio, pronto nada a fazer, lá esperámos pela hora da aula de inglês. Subimos até à sala e esperámos o professor, das escadas surgiu um senhor com um aspecto digno de uma caderneta de cromos, o Ricardo tinha sido sincero, sem dúvida. Imagine-se um homem gordito com o cabelo rapado dos lados e uma popa na cabeça semelhante à de uns canários que tem uma popa, ou remoinho na cabeça. O penteado é tão estranho que nem sei explicá-lo.
Entrámos então na sala, onde apenas estavam uns 10 alunos, sentámo-nos e explicámos a nossa situação. Devo dizer que para professor de inglês ele fala uma língua um tanto incompreensível, é preciso estar com muita atenção para o perceber. Começamos então a fazer uns exercícios de gramática, mas parecíamos uns burros a olhar para um palácio. Ainda agora estou para perceber como se fazem, mas fez-se um esforço. Os meninos ainda deram umas respostas e eu mantive-me calada antes que desse alguma bacurada. No fim o professor emprestou-nos o livro para fotocopiarmos e disse que aquele era um livro de Oxford extremamente útil e o mais indicado para o nosso curso. Vai ser lindo, aprender inglês com aquela personagem…
Viemos então para casa preparar-nos pois teríamos um jantar de despedida de um italiano, o Paolo, com a malta toda de Erasmus. Após nos termos vestido e porque ainda era cedo sentámo-nos os 3 na cozinha de frente a uma garrafa de 2 litros de cerveja e no meio de umas músicas pimba que fomos passando no meu pc, bebemo-la num abrir e fechar de olhos. O jantar foi num belo restaurante, onde numa mesa que me fez lembrar jantares de curso se sentaram umas 35 pessoas. Boa comida, conversas animadas, brindes e muitas fotografias tiradas. No fim fomos até ao Scena, que para grande espanto estava vazio. Aí estivemos pouco tempo pois a música era uma porcaria e estávamos os três estoirados e desejosos de descansar o esqueleto…
Viemos então para casa preparar-nos pois teríamos um jantar de despedida de um italiano, o Paolo, com a malta toda de Erasmus. Após nos termos vestido e porque ainda era cedo sentámo-nos os 3 na cozinha de frente a uma garrafa de 2 litros de cerveja e no meio de umas músicas pimba que fomos passando no meu pc, bebemo-la num abrir e fechar de olhos. O jantar foi num belo restaurante, onde numa mesa que me fez lembrar jantares de curso se sentaram umas 35 pessoas. Boa comida, conversas animadas, brindes e muitas fotografias tiradas. No fim fomos até ao Scena, que para grande espanto estava vazio. Aí estivemos pouco tempo pois a música era uma porcaria e estávamos os três estoirados e desejosos de descansar o esqueleto…
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