segunda-feira, 2 de junho de 2008

Longa viagem de regresso a Portugal...

Meus queridos leitores julgavam que eu tinha desistido de vos massacrar com as nossas histórias? Nada disso, apenas estive ausente por 10 dias, como a maioria de vós sabe, no nosso querido Portugal. Ao fim de 3 meses de ausência voltar ao meu país foi como renascer para a vida, qd se está longe e dp se regressa qualquer pequena coisinha nos faz rasgar um sorriso, uma gargalhada, enfim sentimo-nos no nosso mundo, tal e qual uma tartaruga na sua carapaça!
Mas antes de relatar a minha semana de férias tenho de referênciar algumas peripécias ocorridas na longa viagem que fiz... Sozinha e carregada de malas lá parti no comboio com direcção a Bucareste, tive a sorte de encontrar uma rapariga super simpática que me ajudou a procurar um táxi na chegada à Gara du Nord com destino ao aeroporto. Tive de negociar com um srº que me queria levar 60Lei mas dp de uns dedos de conversa desceu para 40. O homenzinho foi o caminho tdo a falar da cidade e eu lá dizia umas palavras soltas, que deu para nos entendermos bem. Feito o check in e depois de comer alguma coisinha lá estive à espera do embarque, por essa altura fazia um calor horrível na cidade e uma tempestade de trovões e relâmpagos caia ao mesmo tempo. Eu que sou mto foita e gozo com a mnh mãe por ela ter medo de andar de avião, fiquei em pânico, já só pensava que assim que levantássemos voo vinhamos direitinhos ao chão! O que é certo é que a viagem correu lindamente e assisti a uma cena mto bonita, pois ao passarmos a zona de tempestade podiamos ver ao fundo um pôr do sol lindíssimo, isto qd o relógio já marcava as 22h. Neste espaço de tempo entre a saída de Brasov até a chegada a Milão li um livro de 140 páginas, devia ser o pavor que sentia que me fez concentrar a cabeça noutra coisa. Mas tdo correu super bem e às 23h locais aterrei em Milão, com o estômago a rebentar de tanta fome. Fui logo procurar algum sítio para comer, perguntei a um segurança onde havia um bar e ele respondeu no seu belo idioma "Tuto fermato". Não queria acreditar que ia estar 6h sem comer, dei mais uma volta e ouvi alguém a falar português, como se sabe há sp um português em qq parte do mundo, neste caso eram 4, 3 senhoras e um 1 homem, todos pessoas simpáticas e que foram os meus companheiros naquele imenso tempo de espera. Indicaram-me logo um bar aberto onde pude saciar a fome. Depois seguiram-se 6h infinitas horas de espera no chão do aeroporto pq as salas de espera estavam tdas fechadas, sendo assim a solução foi acampar. Pelo chão viam-se pessoas em sacos-camas, em cima das malas a dormir encostadas às paredes, um cenário nada bonito devo dizer. Eu não consegui pregar olho apesar de estar cheia de sono! Assim que abriram os balcões do check in dirigimo-nos aos mesmos e na fila encontrei uma portuguesa, ou melhor duas que curiosamente são de Anadia e as quais conheço bem do liceu de Anadia, mais uma vez pensei no que diz uma amiga da minha mãe, "O mundo é 1 crico" eu curiosamente encontro sp alguém conhecido em tda a parte...
Desta vez o procedimento n foi rápido pois tinha 3kg a mais de bagagem e a moça queria que pagasse 45€, como é lógico a opção melhor foi sacar umas camisolas da mala e enfiá-las a grande custo na mala de mão para não pagar os excedentes. Tratado esse assunto pude então passar para a sala de embarque, comer um belo pequeno-almoço italiano e por fim sentar o rabiosque no avião para a viagem de 2h até ao meu querido Portugal. Não tive grande sorte no lugar e fui ao lado de duas senhoras italianas que mais pareciam umas peixeiras pois não se calaram a viagem toda, para cúmulo uma delas sacou do tlm e ligou-o para tirar fotos, nesse momento fiquei com o coração nas mãos e sem saber se devia dizer-lhes que é estritamente proíbido ter tlm's ligados ou fazer de conta que não se passava nada. Optei pela 2ª e não abri a boca mas confesso que rezei para que uma hospedeira observa-se a cena e a manda-se logo desligar o aparelho, tal não aconteceu mas tb não houve quaiquer problemas. Por fim começamos a sobrevoar a cidade do Porto e aterrámos logo de seguida. Nesse momento as senhoras já tinham metido conversa cmg e fomos entendendo-nos num misto de italiano, português e espanhol. Assim que saí do avião respirei de alegria, estava de volta ao meu querido país, cumprimentei tda a gente na mnh língua, coisa que para quem está fora por algum tempo é bom de se fazer. O entusiasmo foi tanto que passei pela passadeira das malas acompanhada das italianas e nem reparei que devia aguardar aií. Só qd elas me disseram "Ciao ragazza" e vi que já estava na parte das chegadas, onde supostamente devia ter a Claudia à minha espera, é que me apercebi que tinha esquecido completamente de apanhar a minha mala. Tive de perguntar a uma segurança onde andava as malas, ela respondeu que já tinha passado pelo local e que a solução era dirigir-me ao balcão da Psp para pedir uma autorização que me faculta-se nova entrada na sala. Nesse momento senti-me como o brasileiro que qd regressa a Portugal ao fins de uns anos já n sabe o que é um ancinho. Que figura parva devo ter feito, aquilo é que eles se devem ter rido à minha custa, c/ uma itiqueta verde colada ao peito entrei novamente na sala de chegada e vi ao fundo a minha pobre mala a circular na passadeira. Apanhei-a e sai novamente, a desgraçada da Claudia andava perdida no trânsito e eu tive de esperar na rua sentada em cima das bagagens por ela. Ao fim de uns breves minutos avistei o seu carro e pude por fim abraçar a minha querida amiga que tão gentilmente me foi buscar ao aeroporto pelas 8h da manhã. O sono que devia sentir pois estava sem dormir à mais de 24h foi-se todo pois o importante era rever tudo e todos.
No longo dia da minha chegada pude rever a familia, matar as saudades da minha bicicleta, surpreender aqueles que só me aguardavam no dia seguinte, beber o saboroso café da Dona Dores e do Camelo e até dar um saltinho a Coimbra pra cantarolar no ensaio dos Dionysivs e por fim beber uma saborosa mini no Charrua. Deitei-me mais morta que viva, mas sem dúvida feliz!!!

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